segunda-feira, 28 de junho de 2010

Caminho sem volta..........Maria José Aranha de Rezende

... Há muito tempo que a cronista não recebia cartas desse gênero,como se fosse esta coluna um "consultório Sentimental";masnão deixarei de responder a essa leitora angustiada que assim nós dá tamanha prova de confiânça. Antes de respondermos,cabe-nos esclarecer que qualquer manifestação de minha parte não passa de uma opinão pessoal,pois(pobre de nós) nada entendemos de soluções que possam resolver os casos sentimentais alheios... "Depois de muitos anos de separação devo ou não voltar a viver com alguém que nos abandonou?" Acho dificil recomeçar um sentimento que foi assim iterrompido e vou dar para isso um exemplo mais expressivo: é o mesmo que desejarmos morar numa casa em ruinas,em que vivemos até momentos de imensa vibração. Não desejamos mais vê-la reconstruida mas ela nos recorda apenas o que foi vivido e nada mais. Quando o amor é sincero e duradouro é porque não houve crises nem separações,não obstante todas as dificuldades. Transcrevo este poema,inspirado há muitos anos,a que dei o títulode "caminho sem volta" que traduz um momento parecido com o tema de sua pergunta.Mas cada ser tem ou deve ter uma opinião pessoal daquilo que a gente pensa e sobretudo do que se sente,não é? Você saiu da minha vida, sem pranto,sem despedida, sem sequer dizer adeus, desprezou os meus carinhos, procurou outros caminhos, tão diferentes dos meus! Depois que você foi emnora, nada mais foi como outrora, a vida ficou sem graça, as manhãs descoloridas, tantas noites mal dormidas... Mas tudo acaba...tudo passa...Daquela felicidade Só me resta a saudade, e com ela vivi bem, é uma dor diferente das outras que a gente sente enão faz mal a ninguém. Saudade faz companhia enche uma vida vazia. Ameniza a solidão. Ela até faz bem a gente é como um sopro bem quente,acalmando o coração. Mas se um dia você voltasse pedindo que lhe aceitasse depois de tão longa espera, talvez eu não mais quizesse, coração também esquece e já não sou mais quem era. Voocê saiu da minha história só existe na memória, nas lembranças que ela traz... Digo isso sem revolta: este é um caminho sem volta e a vida não volta atrás!" (poetisa santista,prima de minha mãe).......................autora de vários livros e membro da academia santista de letra. Escreveu "Rosa Desfolhada" "Fonte Sonora"...............................................................................

sexta-feira, 25 de junho de 2010

...para norminha, sobrinha do meu coração.

... ela sempre foi linda e muito amorosa. Quando pequenina estava sempre que podia muito pertinho da titia. À medida que crescia e ia ficando mocinha,passando da infância para a adolescência e ficando mais mulher seu amor por nós crescia também.Ela parecia viver esperando pelas férias da escola para correr para os braços da vovó Naná. Quando mamãe e eu iamos trabalhar(prefeitura) ela ia junto e ficava um tempo na minha sala e outro tanto na da vó. Voltava pra casa com a gente e estava sempre sorrindo feliz da vida. Norma,querida, quanta saudade deste tempo... que bom que êle(o tempo) foi salvo na nossa memória. Nós não nos viamos muito depois mas o bonito era que nosso amor nunca diminuiu pelo contrário,êle ficou mais forte pois ao iniciarem as confidências nasce uma cumplicidade que toca fundo o coração da gente. Querida Norma você não imagina quão importante você foi na minha vida. Este texto faz parte do diário que introduzo de vez em quando no meu blog. Vou adicionar algumas fotos que o meu amigo Duk vai fazer você vai gostar. Quero que você leia tudo. Um beijo e que Deus abençoe Franzé,você e Rodrigo. Célia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Como aconteceu a metamorfose.

....... Agora que amadureci bastante.......bastante......bastante uma certeza absoluta bateu em minha vida. Para isso Jesus deixou-me sòzinha nesta jornada. Eu que sempre fui tão protegida, independente da pobreza tive de minha avó,mãe e irmãs proteção e muito carinho. Eu sempre fui geniosa e não gostava de ser contrariada. Elas tinham muita paciência comigo pois eu sabia que não era uma pessoa muito acomodada e queria em primeiro lugar "o meu bom lugar". Eu sempre trabalhei bastante e sempre fui uma mulher independente mas muito apegada a família. Era uma coisa meio contraditóriamas acho que meus leitores entenderão. A Terezinha(Xó) nasceu um ano e meio após mim. Teve uma paralizia do lado esquerdo que a deixou com poucas sequelas mas teve consequências que a fizeram sofrer. Ela sempre foi uma criança maravilhosa e uma mulher valente/guerreira. Ficamos sempre juntas e ela me empurrava pra frente quando eu tropeçava e tinha que andar na marra e "bola pra frente" e assim fomos. Hoje quando olho pra traz o caminho percorrido sinto a presença dela sempre me amparando com sua inteligência brilhante e sagacidade. Faleceu num domingo de repente de uma parada respiratória. Eu nesta hora não tive o amparo dela porisso demorei pra levar ao hospital então eu fiquei com a impressão de tê-la deixado. Apesar dos protestos e que não houve isso porque ela chegou a ser atendida eu não tive culpa. Mas pra morte sempre fica uma desculpa. Eu só não tive ajuda dela quando ela não pode consolar-me. Eu estava estática,parada sem ação. De repente quando tentei ela já havia tido a primeira parada ´cardíaca. Isso aconteceu no dia 9 de dezembro de 2007 30 anos após a morte de minha mãe.No dia l2 de setembro de 2008 faleceu Celina. E como eu tenho conseguido seguir na vida apesar de todas as dificuldades que passei acreito na fôrça e no poder de Deus que apesas de tudo ainda nos dá coragem e até vontade de viver. Ele é maravilhoso Amém Maria Célia.
,,,hoje é o dia 19 de janeiro de 2010. Inicio esta pagina com um sorriso e quero ficar por um bom tempo assim. Nunca em minha vida havia tido uma certeza de que existia uma outra vida e talvez até outras. Quem saberia? Quqndo eu estudava no colégio das Irmãs do Santo André e minha cidade(São João da Boa Vista) eu acreditava que Jesus Cristo se incorporava na Hóstia Consagrada pelo Sacerdote, com o seu corpo,sangue, alma e divindade e issi acontecia no exato momento em que o ministro de Deus(celebrante da Missa) lrvantava o cálice com as Hostias e o Cálece com o vinho e dizia "eis aqui o meu corpo" - "eis aqui o meu sangu" aí escutava-se o badalar de um sino por 3 vêzes simbolizando a Santíssima Trindade(1 só Deus em 3 pessoas). Eu era pequenina(6 anos) e achava que as badaladas vinham do céu. Isso era lógico: Jesus descia era natural naão havia dúvida da alegria dos anjos e santos que com certeza estavam ao redor dele. Eu ficava de olhos fechados e muito contrita rezando para que ele nunca me deixasse só. Acreditei assim até que um dia ví o siso entre as roupas (túnica) do coroinha, aquilo deixou-me espantada: ... "pra que o sino se os anjos já tinham os badalares do céu? Mas só fiquei chateada mas não deixei de acreditar porque minha irmã Celina que depois tornou-se religiosa sempre me fez ter a certeza da outra vida pelos seus exemplos de amor ao próximo e seu desprendimento mundano. Maria Célia.